quinta-feira, 5 de abril de 2012

Magrela!




Magrelas, vorazes, tão sedutores são os seus desafios que não obstante nos levam a queda! Ainda assim poucos são os que resistem ao seu charme e loucos são aqueles que lutam contra os seus encantos.  Em suas formas, nas suas curvas um convite à velocidade. De certo até mesmo os mais tímidos já as levaram para dar uma despretensiosa volta... Sim, só uma volta, numa tarde qualquer, tomar um sorvete num banco de praça, contemplar o céu, piscar os olhos agredidos pela luz e ter a certeza que toda a falta de sorte se dissiparia se vivêssemos sempre ao lado delas!

Ah, magrelas, magrelas, magrelas... Econômicas magrelas, tão pouco nos pedem, não mais que uma volta. Sobretudo retribuem-nos com a adrenalina no sangue, na cintilante graça de seu suingue doce de mulata. Contudo, como tu me enerva magrela, se no instante sublime do gozo me cobra uma daquelas freadas. Ainda assim, contrariado obedeço apenas para não perder-te, para não cair em frangalhos chorando tua abrupta partida!

 Magrelas, tão charmosas em suas inúmeras cores, tão travessas a desfilar nas ruas exibindo seus mil adereços. Ah, quem já não amou uma magrela? Se não saibam que deviam todos! Eu mesmo não me separo da minha, confesso-me perdidamente apaixonado... E como damos voltas, tomamos sorvete, conhecemos tantas praças.  Sim, vivo a andar de BICICLETA RS.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Hiper market Sedução e Rejeição?


Três colheres de carência, dez pitadas de desespero, vinho e insistência a gosto! Talvez essa seja apenas outra receita para os aperitivos de prazer e sedução, entretanto, sendo a conquista um jogo de azar é possível descartamos esta tola receita. Sendo assim que conselhos ajudariam melhor os azarados da rodada? Será que há alguma equação complexa para este resolver este problema? Se houver que matemático instruíu os melhores jogadores?
Fugindo das inumeras perguntas cuja resposta mais apropriada pode resurmi-se apenas num simples sei lá a verdade é que a chamada sorte no “amor” mais assemelha-se a uma corriqueira ida ao supercado! Sim, apenas isso e nada mais! Embora a maioria das pessoas saia à noite revestida de inumeros sonhos e expectativas o ato de conquista e sedução em nada se difere a uma simples caminhada por um corredos repleto de plateiras. Será que somos todos produtos rotulados e eticados por algum hiper market? Se somos quem é o gerente? Relaxem rs não o cronista não irá reclamar, talvez até os iforme o dia das promoções!
Puta merda, será que tudo é mídia, concorrência, dívidas e inflação? Sei lá, mas ops... Não passou o meu cartão o meu crédito... Já sabem o resultado disto? Vergonha, que nada é bem pior, enfim, chegamos a ela a indesejável da rodada, a rejeição! Como lidar com tal sentimento? Por que nos fazemos tantas perguntas indagações após sermos rejeitados?
_ Será que escolhi a roupa errada? Será que estou no lugar errado? Será que os correntes são melhores ou foi algo que eu disse OU NÃO DISSE.... AHHHHHH!
 Talvez a rejeição seja uma das maiores responsáveis pelos complexos ligados a ausência de auto estima. Ainda que a sociedade moderna trate o homem como um produto, na maioria das ocasiões seguir um padrão de “pesos e medidas” para justificar as nossas “derrotas” não é nada construtivo. Contudo, é impossível ser rejeitado e não sentir-se abandonado ou desvalorizado, pois, qualquer ser humano tem uma inclinação a competição. Todavia, após esses esclarecimentos ainda se levanta mais uma pergunta... Será desumano ou incorreto possuir um sistemas de “pesos e medidas”? Não entendam mal, não é o desejo deste pobre cronistas proliferar a ideia do homem produto, mas sim o de afirmar que todos possuem os seus padrões de julgamentos ao ir ao HIPER MARKET RS RS RS...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Palavras



" Eu nunca mais vou dizer o que realmente penso. Eu nunca mais vou dizer o que realmente sinto". (Titãs).

Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas"? ( Legião urbana).

O que no diz o hoje sobre nossas palavras? Sim, as palavras corriqueiras que entregamos à estrada do tempo. Palavras... Palavras abrigam o nascimento do gesto mais sórdido e do ato mais puro. Palavras de glória, palavras de amor, gritos de guerra...
_ Não... Até... Logo... A gente se vê!?
Ah, como é difícil encontrar palavras quando o assunto é despedida!
Palavras, palavras e palavras... Palavras mobilizam os homens, revelam necessidades. Será que conduzem ao amor, nos retiram da solidão?
_ Como você está? Te amo, TAMBÉM!
kkkkkkkkkkkkkHa ha ha !
Palavras senteciam, palavras me traem, com palavras enfeito o dia, palavras engasgo. Será que ditas mudariam o destino? Tantas palavras, porque quae sempre o choro as cala e não um beijo? Ah, palavras! Tão ardilosas como o canto das sereias. São as palavras copias do que somos ou das ideias que somos ou somos apenas o que nos tornamos após o contato com palavras? Palavras e mais palavras são as formigas da história! Que venham as palavras de luz!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A hora da chepa.

Num tribunal de feras recebemos na cara as frutas podres do fim da feira, acorrentados, escarnecidos e vilipendiados somos vitimas de nossos próprios erros, intitulados como bêbados, ladrões, criaturas imundas e indignas. O que nos coloca a bater o martelo? Que certeza maior é esta que nos torna júris da dignidade? Que compreensão pirotécnica é essa que entende os seus erros com um deslize e classifica sempre como avalanche os escorregões alheios?


Impiedoso e invisível tribunal... Por que não o vemos e mesmo assim tanto o tememos? Será o desejo por justiça o que move a fúria da insana corte? Mas, talvez seja somente um receio de ser descoberto e um dia tornar-se réu. Sabemos bem que é sempre melhor manter os segredos! Só o bobo da corte é despido de segredos, só o fétido vendedor de peixes cospe, insanamente, e logo é condenado. Seu crime? Despir-se em público e puxar o tapete, revelando um chão repleto de estrume.

No tribunal da feira as palavras se repetem, o preço é sempre negociável, tudo está em promoção. No tribunal da feira é vergonha chegar atrasado! Maldito júri, esquece-se sempre que as melhores laranjas já foram compradas... Mas, e daí? Dizem que é nobre comprá-las inflacionadas, produto fino e importado... Suco com anúncio engraçado “The Best fruits of Brazil”. Algum problema? Falta de respeito! Que nada! As melhores ideias a serviço do rei, senhor da verdade. Aliado de Deus? Lembre-se sempre é só ir à mesma loja. Os mais novos valores já vendidos parcelados, nos filmes e nas telenovelas.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Timidez

No momento exato, é sempre ela a matar os anseios de possuir o inconquistável. De tão cruel tal como o verme anuncia-se e cresce aos poucos, primeiro no suor frio a escorrer pela fronte, alastrando-se rapidamente até as mãos, e por fim culminando num amargo nó na garganta. Será a timidez um mal dos que mal se amam? Que força é essa que nos induz a renunciarmos a relíquia do eu, a força e o direito de expressão? Para alguns a timidez é a fuga dos holofotes, esconderijo ideal para os que evitam cansativos julgamentos, álibi perfeito para os que tramam uma revolução! A timidez é ingênua, elegante, às vezes triste, mas soa bela se representada por um coral de gente vazia e ignorante!

Inevitável é nascer tímido e inevitável é nascer “deslocado” e ainda assim perceber-se tímido. Talvez a timidez seja o comportamento mais natural diante do novo, todavia, há aqueles que nasceram para o novo. Será que a eles são reservadas as fortunas do mundo? Talvez... Mas, muitas vezes estar tímido é estar em si, falando alto calado, arquitetando o novo.

Indesejável, refutável, a timidez é o excesso de saliva que precede o beijo. Para alguns é sangramento que não pode ser cauterizado. Para outros uma praga a ser vencida após inúmeras sessões de terapia, aulas de teatro e frases ditas para o espelho. A timidez é um lugar fora do palco, mas quem sabe também o merecido repouso para um artista!





segunda-feira, 4 de julho de 2011

Identidade



Colagens em cadernos, sites pessoais, tatuagens, pôsteres na parede do quarto? É preciso ser, é preciso divulgar-se! Entretanto, na busca desenfreada por uma identidade muitos acabam se tornando apenas espelhos de idéias divulgadas. Afinal, o que separa a busca da identidade do ato de descobrir-se? Se quase todos os conceitos existentes foram criados em épocas anteriores ao nosso nascimento o que nos garante que a união dos ideais que defendemos possa ser o reflexo da singularidade do nosso ser? Já, que não é possível possuir a patente dos pensamentos adotados será a história pessoal o que torna o homem único? Porém, vale lembrar que se tratando de história o destino não se priva de repetir os mesmos fatos com seres diferentes.


Extremamente fácil é reconhecer uma pedra ao vê-la, todavia, o ato de reconhecer é uma questão flexível, variável de acordo com as interpretações. Logo, pode-se concluir que a identidade de uma pedra não é a mesma para pessoas diferentes. Contudo, a pedra não deseja ser pedra, ela apenas é e até uma segunda ordem da natureza continuará sendo. O que faz o homem viver para divulgar a sua identidade? Será apenas uma questão de vaidade? Será que muitas das ações humanas estão apenas relacionadas a uma competição para eleger o melhor publicitário do eu?

Quem é você? Quem foi você? E enfim, o que ainda pretende ser? Por fim, qual é a sua razão de ser? E ainda quem é você aos olhos do outro? Será verdade que vê melhor quem vê de fora? Questões complexas essas, não? De fato, mas apenas por exigirem profunda reflexão! Reflexão, talvez essa seja a diferença entre a vontade de ser e o ato de descobrir-se. Logo, só é possível conhecer a própria identidade após longo período de reflexão, apenas aquele que entende o que foi pode determinar o que é, e conscientemente escolher o que será! Por isso, caro leitor, seja! Conheça a si mesmo e conheça o outro, aquele outro variável que qualquer um se torna diante dos olhos alheios.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Genialidade e uso de drogas


De maneira quase inexplicável, grandes talentos são concedidos a determinados homens, são seres indispensáveis que com seus talentos impulsionam a humanidade a enormes avanços, suas contribuições são praticamente atemporais. Tendo em vista que estes seres, quase sempre, eram convictos de seus potenciais e inteligências diferenciadas como justificar o uso de drogas como uma característica em comum entre muitos deles? Afinal, o que poderia influenciar esses homens a caminhar rumo à autodestruição? Talvez a simples afirmação de que são humanos bastasse, afinal, o homem sempre teve a necessidade de algum ópio. Todavia, não devemos ignorar que é espantoso o número de usuários de drogas entre uma classe tão pequena e distinta da sociedade.


Após breve pesquisa decidi listar o nome de alguns gênios de diferentes áreas que faziam o uso de drogas. Elvis Presley, o rei do rock, abominava cocaína heroína e maconha, porém, o alto consumo das chamadas drogas lícitas (moderadores de apetite, remédios para perda de peso) o conduziu à morte. Também devido ao uso de drogas lícitas o Brasil perdeu outro grande gênio do rock, Raul Seixas era alcoólatra e faleceu em 1989, vítima de pancreatite aguda. Vincent Van Gogh, um dos maiores pintores nascidos na Holanda, era viciado em absinto. O poeta Charles Baudelaire foi inspirado pelo uso de drogas (ópio e haxixe) a escrever Paraísos artificiais, uma reflexão sobre o uso de drogas.

Agora para respondermos aos questionamentos iniciais, será necessário mais do que listar nomes. A chave para essas perguntas talvez se encontre na análise características em comum na vida da maioria destes seres geniais. Muitas vezes, os gênios são seres inicialmente desprezados pela sociedade, atados pela solidão do seu supremo intelecto. Inúmeros grandes nomes da história foram isolados e taxados de loucos. Acima de qualquer curiosidade talvez a rejeição social e a incompreensão sejam boas justificativas para o uso de drogas. É o caso do pintor Vincent Van Gogh, que falhou em todos os fatores importantes para a sua época. Foi incapaz de constituir família, custear a própria subsistência e até mesmo manter contatos sociais. Então aos 37 anos, sucumbiu a uma doença mental, cometendo suicídio.

Tendo em vista todos os comentários realizados neste texto, quem sabe a humanidade esteja desperdiçando, agora mesmo, grande avanços apenas pela falta de incentivos, oportunidades e até mesmo um simples olhar clínico.